O Cash App está pagando às pessoas para gastarem bitcoins em lojas locais. Uma recompensa de 5% para pagamentos via Lightning a vendedores da Square — aberta a todos, mesmo aos usuários que não possuem bitcoins — é o que há de mais próximo de um mecanismo de atração de consumidores já criado no setor de pagamentos. Na mesma semana, o Bitcoin Pizza Day aconteceu em 22 de maio e se transformou em um evento global de gastos, a Bootlegger Coffee levou o pagamento com Bitcoin a mais de 100 locais na África do Sul, e uma escola financiada por sats na zona rural de Uganda mostrou o que acontece quando compras, construção e salários funcionam todos com Lightning.
Cash App — 5% de reembolso em compras com vendedores da Square: O Cash App lançou uma promoção de 5% de reembolso para pagamentos a vendedores locais da Square efetuados via Lightning com bitcoin ou com o saldo do Cash App. Steve Lee afirmou que a oferta está aberta a todos os usuários do Cash App, inclusive àqueles que ainda não possuem bitcoin. Não é necessário possuir bitcoin previamente — basta fazer a compra.
Em destaque: Dia da Pizza do Bitcoin 2026 — De 10.000 BTC ao pagamento no dia a dia
Há dezesseis anos, Laszlo Hanyecz pagou 10.000 BTC por duas pizzas — a primeira compra com Bitcoin no mundo real. Em 22 de maio de 2026, eventos do Bitcoin Pizza Day aconteceram em pelo menos cinco países: A BitEduhub organizou o Bitcoin Pizza Day Juja no Quênia, onde os participantes comeram pizza e pagaram em Bitcoin; a Tio's Pizza em Santa Cruz de la Sierra organizou um encontro na Bolívia; a islaBTC realizou um evento familiar em Cuba com demonstrações de ferramentas; a Bitcoin Dominicana organizou um encontro “Lightning en el mundo real” no Distrito Gastronómico; e a Slops em Plett ofereceu 10% de desconto em pizzas pagas com Bitcoin.
A Blink comemorou o dia definindo-o como “o dia em que o Bitcoin provou que poderia ser usado como dinheiro de verdade” — e afirmou que está tornando isso cada vez mais fácil, com pagamentos rápidos, baratos e sem fronteiras. A diferença entre 10.000 BTC por duas pizzas e um ingresso para um evento de 5.000 sat em Nairóbi mostra bem onde o Bitcoin, como forma de pagamento, se encontra atualmente.
1) Adoção por comerciantes e empresas
A história sobre comerciantes desta semana não tratou de anúncios — tratou-se, sim, de plataformas de pagamento que as pessoas já utilizam: uma rede de cafeterias com 100 lojas, um site de viagens que atende a mais de 50 países e uma organização sem fins lucrativos que administra toda a folha de pagamento em Bitcoin.
- África do Sul — A Bootlegger Coffee aceita Bitcoin em mais de 100 lojas: A MoneyBadger (@MoneyBadgerPay) informou que os clientes da Bootlegger Coffee Company agora podem pagar com Bitcoin nas lojas, graças à tecnologia da PeachPayments. Com mais de 100 lojas em todo o país, esta é a maior implantação de Bitcoin por uma única marca que o site já registrou na África do Sul. Na mesma semana, a BRU Coffee Roasters adicionou o pagamento com Bitcoin em sua loja online por meio da mesma plataforma da PeachPayments.
- Airbtc — Alojamento pago com Bitcoin em mais de 50 países: A Airbtc (@Airbtconline) informou que os viajantes podem reservar acomodações com Bitcoin em mais de 50 países, incluindo El Salvador, África do Sul, Colômbia e Argentina. Cada reserva é uma transação de gasto no mundo real — os hóspedes pagam em sats, e os anfitriões recebem em sats.
- Bitcoin Babies — Pagamentos 100% em Bitcoin em três países: A Bitcoin Babies (@BtcBabies) informou que opera com 100% de cobertura em Bitcoin: os salários da equipe, os auxílios às mães, as doações e os pagamentos aos palestrantes convidados são todos realizados em Bitcoin no Quênia, no Burundi e no Paquistão. A mesma equipe informou que seus folhetos de integração do Quênia foram traduzidos para o urdu para dar início ao processo no Paquistão — um método estruturado que está sendo replicado, e não um experimento restrito a um único mercado.
2) Infraestrutura de pagamento
A tendência em infraestrutura nesta semana foi a de ampliar as opções de pagamento sobre a base de aceitação já existente dos comerciantes: cartões-presente, fluxos de pagamento por API, liquidação internacional e pagamentos em lote.
- agi_cash — cartões-presente para comerciantes da Square: calle (@callebtc) informou que os comerciantes que já aceitam Bitcoin via Square agora podem emitir cartões-presente usando o agi_cash. O produto é apresentado como uma primeira experiência de uso do Bitcoin: compre um cartão-presente para um amigo na sua cafeteria favorita. Foi divulgada uma lista de espera para os comerciantes.
- Monetização de API L402 — configuração em 10 minutos, sem intervenção humana no checkout: A Lightning Enable (@lightningenable) afirmou que os desenvolvedores podem monetizar uma API em cerca de 10 minutos usando um fluxo de solicitação → 402 → pagamento Lightning → acesso — sem criação de conta, sem chaves de API, sem sistemas de processamento de cartão. A principal mudança: o software pode solicitar um recurso, receber uma solicitação de pagamento legível por máquina, efetuar o pagamento, comprovar o pagamento e continuar sem intervenção humana.
- Tando — receba bitcoins, faça a liquidação em KES: Um ilustrador recebeu bitcoins via Blink e pagou a si mesmo em xelins quenianos usando o Tando (@tando_me). O fluxo conecta pagamentos Lightning recebidos à liquidação em moeda local para uso no dia a dia no Quênia.
- Pagamentos em lote via Blink em três países: a Bitcoin Babies atribuiu seus desembolsos semanais em vários países — que alcançam dezenas de famílias no Quênia, Burundi e Paquistão em uma única transação — ao recurso de pagamentos em lote do Blink na Lightning. A empresa afirmou que esse fluxo de trabalho economiza horas de tempo operacional em comparação com transferências individuais.
- Blink — Marco de 40 milhões no Quênia: A Blink (@blinkbtc) também publicou esta semana uma análise mais aprofundada sobre seus 40 milhões de pontos de acesso M-Pesa no Quênia compatíveis com a Lightning Network, com análises de @destinysmart_. Esse marco foi destaque na semana passada — nesta semana, o foco está no contexto que mostra uma expansão contínua.
3) Economia circular e evidências concretas
As evidências mais concretas desta semana vieram de uma escola financiada por satélites em Uganda, um agrupamento de sete comerciantes na Zâmbia e gastos agrícolas com tecnologia NFC na zona rural do Quênia — além de transações comuns em caixas de lojas de varejo em El Salvador e Moçambique, que continuam aparecendo como pano de fundo.
- Uganda — Escola Primária Starlight, construída e paga em sats: Brindon (@BrindonMwiine) afirmou que a Escola Primária Starlight, na zona rural de Bugiri, foi financiada quase inteiramente em sats: mais de 100 crianças, quatro blocos de salas de aula e 22 funcionários. Cada carga de cimento, cada telha e cada lata de tinta foi comprada com Bitcoin. Os alunos mais velhos que trabalharam no local foram pagos em satoshis pelas horas trabalhadas. Trata-se de aquisição de materiais e remuneração de mão de obra, não de uma demonstração de pagamento.
- Zâmbia — grupo de sete comerciantes na rede Lightning: A Bitcoin Victoria Falls (@BitcoinVicFalls) destacou sete comerciantes e vendedores na Zâmbia que aceitam Bitcoin via Lightning através do Blink: Sombo Groceries, Grocery and Fruits, Alice Luzendo, Catherine Mbao, Monde, Evinatty e Doris Mweetwa. Todos estão cadastrados no BTC Map. Na semana passada, o resumo registrou três comerciantes próximos às Cataratas Vitória — nesta semana, o grupo dobrou de tamanho.
- Zona rural do Quênia — Cartões NFC e preços agrícolas pagáveis apenas em sats: Bitcoin Chama (@Bitcoinchama) informou que os moradores da zona rural de Kisii, que não têm acesso à internet, utilizam Bitcoin por meio de cartões NFC compatíveis com o Machankura. A fazenda dessa mesma comunidade vende hortaliças para igrejas, escolas e mercados de alimentos, e está considerando oferecer aos compradores a opção de pagar apenas em satoshis com desconto. Pontos de venda específicos — Kemunto, bosibori, rachael, meshack100 — estão associados a listagens no BTC Map.
- El Salvador — o comércio de varejo segue como de costume: a conta Bitcoin Berlín (@BitcoinBerlinSV) mostrou compras de mantimentos e sapatos na Calzado Stevens, ambas pagas inteiramente com Bitcoin em Berlín. Uma publicação separada mostrou o pagamento via Lightning na PriceSmart. Semana após semana, essas são compras comuns, não eventos.
- Moçambique — Maputo amplia sua oferta em gastronomia, fitness e hospedagem: a Bitcoin Famba (@BitcoinFamba) listou a Olympia Gym, a Olympia Chicken e a La Casa Guesthouse & Resto em Maputo — todos aceitando pagamentos via Lightning através do Blink e listados no BTC Map. Gastronomia, fitness e hospedagem são categorias de gastos recorrentes.
- África do Sul — Comércio eletrônico entra em operação: Nick Darlington (@NickDarlington) destacou que a loja online BitcoinFriendlySA aceita Bitcoin para a compra de biltong, café, chá e pranchas de surfe Bitcoin Ekasi por meio do BTCPay Server.
O Cash App está recompensando as pessoas por usarem bitcoin nas lojas que já frequentam. Uma escola financiada com sats foi inaugurada em Uganda. Sete comerciantes na Zâmbia. Cartões NFC nas zonas rurais do Quênia. E em cinco países, as pessoas comeram pizza e pagaram com Bitcoin — dezesseis anos depois que 10.000 BTC compravam duas fatias. É no caixa que a adoção acontece. Até a próxima semana.